Hoje é um dia de conscientização, que infelizmente não tem apoio para que a mesma segue em forma de informação e conhecimento, quanto mais sabemos sobre algo, mais podemos participar de forma consciente na sociedade como um todo.
A Fibromialgia apesar de ser uma doença silenciosa, seus sintomas não. Quem tem o mínimo de conhecimento do que é a fibromialgia e seus sintomas, sabe que não vão encontrar características visíveis. Eles são sentidos, porém, não são diagnosticados com exames ou olhando simplesmente.
Aqui temos alguns sintomas, cada pessoa pode ter vários, alguns, todos estes e outros mais. Assim como cada pessoa é singular, os sintomas também, todavia, tem os sintomas padrão, aqueles que todos fibromiálgicas(os) possuem.

Agora tente se imaginar vivenciando esses sintomas e não ter nada aparente, ainda assim, ser tratada(o) como uma pessoa fresca, cheia de não me toque, exagerada, dramática, que quer chamar atenção, vitimista, preguiçosa, antissocial, problemática e por aí vai…
Essas foram algumas de muitos coisas pejorativas que sofri, precisei calar para não piorar minha ansiedade, estresse, humor… Essas variações dos emoções (e sempre despencam, drenam quaisquer emoção positiva), são automaticamente e quase que instantaneamente sentidas no corpo com dor, tensão, privação do sono, fadiga…

Mesmo me recuperando de uma cirurgia e crise de ansiedade/fibro, eu não podia deixar de me manifestar nesta data. Não é comemorativa, digo que é mais importante. No Brasil temos aproximadamente 213,4 milhões de habitantes em 2025, dados do IBGE. Segundo a câmara de deputados temos cerca de 3% da população brasileira com fibromialgia (lembrando que é difícil o diagnóstico, logo pode ser maior este percentual), isso é, temos mais de 6,4 MILHÕES DE PESSOAS COM FIBROMIALGIA “só” NO BRASIL, não consigo nem imaginar no mundo.
Por isso é tão importante saber que mesmo sendo considerada uma doença silenciosa ou invisível por não ser aparente, não podemos ficar caladas(os), é preciso fazer “barulho”. Assim como outras enfermidades são faladas e ensinadas nas escolas, igrejas, campanhas publicitárias, a Fibromialgia deve ser inserida nos meios de comunicação e ensino. Humanizar, tirar o preconceito, rótulos, “achismo”, intolerância e quaisquer atitude que não seja respeito as fibromiálgicas(os). Sempre me refiro no feminino e coloco ‘os’ para incluir o masculino, porque a fibromialgia acomete expressivamente as mulheres.
PARA VOCÊ QUE ASSIM COMO SOFRE COM A FIBROMIALGIA TENHO UM RECADINHO:
Seja forte, siga em frente com o teu tratamento, não desista, sei que não tem cura, sempre viveremos nessa gangorra, porém a disciplina no tratamento pode ajudar muito, o tempo de remissão (quando estamos com os sintomas menos severos, mais próximos do que seria nosso estava saudável) e teremos recursos e conhecimento para diminuir o tempo de recidivas (nossos momentos de piora e crises). E lembre-se os remédios ajudam, contudo não podem ser única forma de tratamento, essa doença requer um tratamento multe especialidades médicas, demorei 5 anos para consegui internalizar isso, ainda estou lutando para viver essa realidade. Ela é fundamental.
Em outra oportunidade conto mais sobre esse anos de descoberta e tratamentos. Inclusive algumas coisas desagradáveis do tratamento, bem como contrário, alívio e conforto em outros.
Tiane d’Souz.


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