Sempre julgadas(os), sempre mal interpretadas(os)!

Incrível que as pessoas sabem exatamente como viver nossas vidas, medir nossas dores, julgar nossas atitudes, e por fim, fazem isso de forma errada com reflexo em suas vidas medíocres.
Quando sabem que a pessoa tem uma doença emocional e ela não tem mais força psíquica para reagir, dizem:

_Credo! Como podem de entregar assim?
_Nossa, ela só quer se aproveitar, fica fazendo cena para chamar atenção
_Isso e vitimismo, todo mundo tem problemas, só o dela que é incapacitante.

Agora, quando a pessoa finalmente consegue juntar os caquinhos e tentar levar a cida de maneira mis cotidiana, funcional e feliz, o veneno é diferente:

_Essa é a pessoa que estava sentindo dor?

_Está dançando e se agitando desse jeito, porém, na gora de ir embora vai se apoiar na bengala e sair daquele jeito.

_É assim que está doente? Mais feliz que pinto no lixo!

Interessante, quando estão agradados, sendo servidos, aí ninguém teve o que criticar, quando trabalha em prol de todos, lavando a louça, não chegam nem junto para dizer: deixa que eu faça.

Por que precisamos ficar bem para cuidar, não para sorrir? Quando  auxiliar com dor, tristeza, exauridas, sem ânimo… Por que não tentar sorrir e amenizar o sofrimento?

Por isso que as pessoas não entendem, como aqueles que  estão lutando contra doenças emocionais, pareciam tão bem na véspera de seus suicídios.
_Parecia tão feliz, como pode fazer isso?

_Era sempre tão prestativa, participativa, eu achei ate que era mentira quando me  contaram que tinha algum problema.

E a mais terrível:

_Se eu soubesse teria ajudado, não sei porquê esconder e se fingir de forte. Eu mesmo faria qualquer coisa para ajudar.

Talvez, o mais mortal não seja os problemas emocionais, todavia, as emociones, frustrações e todo veneno recebido com palavras e atitudes tão mordazes, Principalmente, que vem de quem meamo se espera. E como sempre digo, as pessoas nos machucam na proporção que as amamos e valorizamo-as.

Tiane d’Souz – 16 de abril de 2022

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